sexta-feira, 17 de maio de 2013

O meteoro no quintal de casa.


Eu estava lendo uma revista que explicava que o meteoro não cai de repente em nosso quintal, antes disso há vários sinais indicativos que prenunciam a queda. Ao ler isso, lembrei-me do filme O Inferno de Dante porque, neste filme, vários indícios alertavam que o vulcão iria entrar em erupção embora as autoridades tentassem negar, até que ele realmente derramou sua lava por toda a cidade. Assim, também acontece em nossas vidas. Vamos, paulatinamente, recebendo dicas que você pode dizer que veem de Deus, dos anjos, do Universo, da intuição ou da deusa interior, porém, muitas vezes, preferimos não ver ou fingir que não vemos.
Meu filho recém começando o ensino médio continuou naquele ritmo lento de pós férias. Embora, eu fosse alertando que ele não estava estudando, que precisava se dedicar mais, ele preferiu pagar para ver e a recuperação caiu no quintal de casa e eu nem moro em casa....
Uma vizinha grávida estava com um pequeno sangramento, mas não ia ao médico pois preferia afirmar que “vai passar”, até que perdeu o bebê.
Uma amiga de minha filha chegava todo dia em cima da hora do fretado passar, uma manhã, ela teve que atravessar a rua correndo, em outra, as colegas pediram para o motorista esperar que ela estava vindo lá na outra esquina correndo. Até que, como eu disse, no começo deste texto, o meteoro caiu e ela perdeu o ônibus.
Como dizia Jesus Cristo: “ Quem tem olhos para ver que veja! Não é recomendável esperar que o meteoro caia, portanto quando os  pequenos estilhaços do meteoro começarem a aparecer, o sensato é tomar providências rápidas.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Banho de imersão para bebês ou de chuveiro?


Estamos numa era estressante onde a tecnologia ao invés de ajudar, parece ser mais um dos fatores desencadeantes do desgaste físico e emocional. Muitos psicólogos sugerem um banho de imersão como tratamento anti-stress ao final do dia, porque segundo os terapeutas, o este banho  é relaxante e proporciona bem–estar físico e mental. Porém, é importante criar um clima de relaxamento, seja usando meia-luz, velas, ervas ou aromas. Uma massagem corporal ativa a circulação ajudando o corpo a desintoxicar e reciclar a energia.
Consciente de tudo isso, preocupei-me muito ao ouvir  das pessoas com quem eu dividia a mesa numa festa de casamento que aboliram o banho de banheira de seus filhos!!!!!! Fiquei em choque até porque anteriormente eles haviam mencionado como os filhos gostavam de água.
Entendo e até concordo que o contato com o corpo da mãe ou do pai durante um banho de chuveiro é realmente muito salutar pelo lado do aconchego, carinho e contato, sem falar da rapidez. Mas, por favor, um não pode abolir o outro.
Os bebês precisam, assim como os adultos, da imersão na água. Pela pouca idade, as lembranças do útero materno no ambiente aquático são totalmente benéficas, trazendo sensação de tranquilidade  e relaxamento, por isso, atualmente, defende-se até o banho de ofurô para bebês, dado inclusive nas escolas.
Fica, então, a minha dica, uma forma não substitui a outra. Nada como um bom banho de banheira com calma, tranqüilidade e muito amor!!


sexta-feira, 10 de maio de 2013

Banho de beleza


Com a proximidade do dia das mães, paramos para refletir um pouco sobre  a rotina diária e extenuante das homenageadas. Daniel Goleman, autor da teoria da inteligência emocional, afirma que uma criança  atrai a atenção do cuidador seja pai, mãe, babá ou professora três vezes por minuto. Parece inverossímil ? Não, se considerarmos que esta atenção pode ser  porque está fazendo algo inseguro ou para perguntar ou pedir algo.Assim multiplicando este dado pelo número de filhos ou crianças sob sua responsabilidade, podemos estimar o grau de desgaste físico e mental sofrido pelo cuidador.
Por outro lado, muito tem sido falado sobre a importância de dedicar atenção, carinho e tempo às crianças de forma a  propiciar o  desenvolvimento saudável e inteligente.
Cobranças, mais cobranças e culpa.... e culpa e... mais uma vez... culpa. Assim, num almoço entre amigas, tudo que escutei foi o desabafo pungente de mães, esposas e profissionais que tentam exaustivamente driblar o relógio e corresponder a todas essas expectativas.  Frustradas e culpadas por  esquecer de ler a agenda, mandar o prato de doce para o piquenique  ou  enviar as fotos pedidas pela escola, desfiam um rosário de lamentações, tristezas e mágoas consigo mesmas.
Em defesa das mães, gostaria de salientar que educar um filho é um grande, detalhado e longo projeto que precisa ser desenvolvido por uma equipe formada por todos os que cercam as crianças; pais, professores e familiares. Ninguém nunca disse que é uma tarefa individual!
Para as mães, sugiro que ousem reservar diariamente  dez minutos de total silêncio, tomem aquele banho demorado, acarinhando-se, curtindo-se, passando todos os cremes disponíveis sem interrupções nem batidas na porta.  Nada como um encontro com você mesma, com sua essência, para voltar ao equilíbrio. Após este ritual, você voltará melhor para seus afazeres familiares ou profissionais. Reserve um tempo para você!

sábado, 4 de maio de 2013

Ensinar a pensar ainda é uma revolução.


O filme O Sorriso de Monalisa ilustra magnificamente algumas das ideias de Paulo Freire sobre a instituição escolar  e o ensino tradicional.
Primeiramente, observa-se a classe burguesa e dominante controlando a vida das alunas para aceitarem e sonharem com o casamento como a única possibilidade de futuro promissor e perfeito. Ao longo do filme, vemos várias propagandas onde a moça é apresentada como a dona de casa feliz cercada de suas tarefas e utensílios do lar. Neste cenário,pensar ou fazer análise crítica de fatos não está entre suas possibilidades. As mulheres eram criadas para almejar casar-se, de preferência, enquanto ainda cursavam a faculdade e ainda ensinadas a aceitar as normas e a situação vigente.Aquelas que não estavam  namorando ou que ousavam buscar o conhecimento eram excluídas e menosprezadas. Neste quadro, a educação tradicionalista é motivo de orgulho e extremamente importante para a manutenção do status quo.
O ensino tradicionalista  pode ser usado como exemplo para o que Paulo Freire chama de  educação bancária, ou seja, os professores depositam o conteúdo  estabelecido na cabeça dos alunos sem discussão ou desenvolvimento de pensamento crítico. A instituição, representada nas pessoas de seus professores, domestica e aliena o aluno através do conhecimento imposto e depositado como num banco. A competência lingüística e cultural ensinadas pelas aulas de línguas, retórica, história, filosofia e artes garantem o sucesso e o status social. Portanto, não se busca formar cidadãos que questionem ou reflitam, mas almeja-se a manutenção e preponderância da classe dominante.
Retomando o filme,todos os que agissem de modo diferente como a enfermeira ou a professora de Artes eram taxados de subversivos e afastados da instituição. Por isso, “O importante, não resta dúvida, é não pararmos satisfeitos ao nível das instituições, mas submetê-las à análise metodicamente rigorosa de nossa curiosidade epistemológica”. (Freire,1998, p. 48)
Assim, a professora de artes busca ajudar as alunas a sair de uma situação alienante para uma situação de compreensão e atuar na realidade transformando a relação entre elas e a maneira de projetar o futuro.
De maneira a atrair a atenção das alunas, a professora inova e surpreende saindo dos parâmetros e preparando uma aula completamente diferente, leva à construção do conhecimento partindo daquilo que as jovens já sabem. A professora lê os arquivos pessoais das alunas e propõe atividades sempre diferentes e dinâmicas de acordo com as preferências das alunas, como a visita de campo, por exemplo. Ao mesmo tempo, faz com que as meninas pensem e reflitam sobre os pontos apresentados, instigando, questionando e ouvindo o que elas dizem. Também, transmite segurança garantindo que não há certo ou errado e até, na avaliação, pede que elas exponham suas ideias comparando e concluindo. Muito difícil no começo, mas, com sucesso, ajudou na construção do conhecimento e  a abrir a mente para o novo. Assim, podemos usar esta citação para resumir o trabalho realizado:

“Uma das tarefas mais importantes da prática educativa-critica é propiciar as condições em que os educandos em suas relações uns com os outros e todos com o professor ou a professora ensaiam a experiência profunda de assumir-se. Assumir-      se como ser social e histórico, como ser pensante, comunicante ,transformador, criador, realizador de sonhos, capaz de ter raiva porque capaz de amar.”(FREIRE)









domingo, 28 de abril de 2013

Brincando de roda


“Ciranda cirandinha
Vamos todos cirandar
Vamos dar a meia volta
Volta e meia vamos dar..”

Quantas vezes,brincamos de roda com esta ou  outras cantigas....As lembranças são sempre de alegria, confraternização, união e muita risada. Tente recordar-se: rostos vermelhos, cabelos esvoaçantes, bocas abertas cantando e rindo ao mesmo tempo, felicidade!!!!!!!!
Lendo uma reportagem na revista Bons Fluídos, Ed 168, março 2013, sobre danças circulares, minha mente presenteou-me com estas imagens da minha infância. O texto de Raphaela de Campos Mello, explica que as danças circulares unem pessoas com o objetivo de celebrar a vida, redescobrir o prazer de pertencer ao corpo social e nele semear o amor fraterno.Ainda segundo a psicóloga Tânia Pessoa de Lima, “ O ser humano vem dançando em círculos desde o paleolítico superior, época em que ainda não tínhamos desenvolvido a comunicação verbal.Portanto, penso que essa necessidade venha ao encontro da possibilidade de comunicar o que não pode ser dito de outra maneira”.
O círculo representa a totalidade, a ideia de equanimidade e o cooperativismo. Ao dançar e cantar, as pessoas criam verdadeiras mandalas humanas em movimento refletindo o interior e substituindo a competição pelo cooperativismo, o julgamento pela aceitação, o medo pela confiança  em si e no outro. Além disso, a terapeuta, Simone Silvestrin, de São Paulo, acrescenta: “Ali somos todos iguais, independentemente da cultura,e ao mesmo tempo, cada um pode ser o que é”.
Este artigo e as imagens que minha mente retomou do meu passado, levaram-me  a pensar que deveríamos não só incentivar, mas resgatar esta prática entre as crianças. Pela pouca idade, a proximidade com o interior e o primitivo é alcançada mais facilmente, sem falar da importância da música, do ritmo e do movimento. Nunca havia pensado nessa questão da igualdade e do cooperativismo, mas, certamente, além do equilíbrio e da coordenação motora, este sentimento de pertencer ao grupo e a sensação de bem-estar são inegáveis.
Por tudo isso, proponho que nós, professores e pais, resgatemos esta atividade que tantos benefícios proporcionam não só para quem participa, como também, para quem assiste.

sábado, 20 de abril de 2013

A Bela, a Fera e a inteligência emocional


Mais uma vez, volto aos contos de fadas. Desta vez,  proponho um olhar sobre a Bela e a Fera. Neste conto,  Fera,  possuidora de um gênio forte, egoísta e individualista, mantém-se afastada de todos, isolada em seu castelo. Nem ousa pensar em mudança, pois se mantém  na zona de conforto do que é conhecido e parece ser fatal. Aceita seu destino e simplesmente aguarda..
Porém, a vida não é estática, o mundo gira e, assim, surgem os empecilhos ou problemas em nossa vida. Na verdade, esses incidentes que ocorrem, estão apenas “causando” ou provocando o movimento, melhor dizendo, estão tirando-nos ou resgatando-nos da inércia. A questão é que fomos ensinadas a nunca olhar as alterações com bons olhos e Fera não é diferente, reage brutalmente, tentando manter-se segura dentro do conhecido.
A chegada de Bela traz mudanças sérias e assustadoras, todavia, mudança não é sinônimo de algo ruim e por mais que tentemos combatê-las, elas se instauram de maneira inexorável.
A melhor atitude diante do novo será analisar, observar, aceitar e aprender a conviver com o novo. O novo traz a aprendizagem, ou seja, uma nova luz sobre o quadro que já está instaurado. Observe como Fera, foi mudando: aprender a comer, a vestir, a dançar, a falar....Fera não só aceitou, mas topou a mudança!!
Então, como primeira lição ouso dizer: Aceite as mudanças. Dê uma chance a quem está chegando ou ao que está chegando. Há probabilidades de que seja algo muito melhor!
Voltando à Fera, ela estava completamente sequestrada pelas emoções: raiva, nervosismo, ansiedade, depressão, desânimo. Num determinado momento, Bela disse: -Você precisa aprender a dominar seu gênio!” Cada um de nós, precisa aprender a não ser refém das emoções. Elas nos servem e não ao contrário. Por isso, respire, pare e analise.
Ao ler os conto de fadas ou contá-los para as crianças, tudo isso deve e pode ser trabalhado. Inteligência emocional se ensina!!!


domingo, 14 de abril de 2013

Bruxas de contos de fadas


Ao ler um livro de contos de fada para minha filha, ela me perguntou;”Por que as bruxas são tão feias?” Parei alguns momentos e respondi que o exterior mostra o que se passa no interior, mais precisamente em nossa alma. Se cultivarmos pensamentos negativos, inveja, raiva, vingança e egoísmo, vamos  tornando-nos pessoas- corvos, sombrias e assustadoras.Assim, temos:
·         a Bruxa da Branca de Neve cujo ego, sempre em alta, não admitia alguém mais bela;
·         a Bruxa- madrasta da Cinderela, com medo de perder o que conquistara através de assassinato e humilhando o próximo;
·         a Bruxa de Rapunzel, seqüestrando e isolando a heroína;
·         a Bruxa de João e Maria, conquistando as pessoas com sua casa atraente, mas devorando pessoas/crianças;
·         A Bruxa de Bela Adormecida, corroída pelo ciúme e pela inveja.

Os pensamentos negativos vão e vêm, cabe a nós afastá-los e não permitir que se instalem. Quanto aos sentimentos, precisamos saber administrá-los. Eles existem e não podem ser ignorados; entretanto, nesse momento em que eles surgem faz-se necessária uma profunda reflexão e uma tomada de atitude. A inveja pode transformar-se em ambição boa e força para conquistar enquanto a raiva ajuda a manter o caminho ou mudar a rota. O mais importante não é o que sentimos, mas o que fazemos em relação ao que estamos sentindo. Costumo dizer que sentimentos são como o fogo, podemos alimentá-lo ou apagá-lo.Porém, ressalto que alimentar maus sentimentos gera em nós mais amargura e tristeza.Ainda em tempo, lembro que saber perdoar e não remoer o passado ajuda-nos a viajar mais leve.Decida o que vai levar na sua bagagem!