terça-feira, 7 de julho de 2015

Séries de TV em sala de aula

Já ouviu alguém dizendo que “os alunos  não são mais como eram antigamente”. Claro que não são, pois as pessoas mudam e plagiando o título de um filme antigo..” E assim caminha a humanidade…todos mudamos, logo nem os alunos, nem os professores e, portanto, nem a escola, continua igual. Crianças e adolescentes não sustentam  o foco de forma semelhante ao dos adultos, então como mantê-los interessados na aula?
Partindo desta ideia, atribuí uma tarefa a cada grupo: observar vestimenta, trabalhos realizados e vida social. Com o foco em mente, mostrei uma  cena do Downton  Abbey. A série se passa em sua maior parte em uma propriedade fictícia, localizada em Yorkshire, chamada Downton Abbey e segue os Crawley, uma família aristocrática inglesa, e os seus criados, no início do século XX, a partir de 1912. a audiência é considerada alta para uma série de época e recebeu diversos prêmios e indicações desde a sua primeira temporada. Tornou-se a série de época britânica de maior sucesso desde Brideshead Revisited, de 1981,6 e entrou no Livro Guinness dos Recordes de 2011 como o “programa de televisão em língua inglesa mais aclamado pela crítica ( ref. Wikipedia). Discutimos a cena  comparando o estilo de vida da época com o atual e um pouco de gramática com o uso de used to.
Numa outra etapa, discutimos sobre nomofobia.  Nomofobia vem de NO MOBILE e  é o termo usado para descrever a fobia ou sensação de angústia que surge quando alguém se sente impossibilitado de se comunicar ou se vê incontactável estando em algum lugar sem seu aparelho de celular ou qualquer outro telemóvel.
Cada aluno foi dizendo como se sente sem tecnologia e internet. Discutimos o uso em áreas públicas incluindo riscos de furtos e à própria vida devido à acidentes causados pela distração.
A seguir, mostrei uma cena  de The Walking Dead, a série que é uma febre entre o público jovem.A sinopse descreve  um Apocalipse que provoca uma infestação de zumbis na cidade de Cynthiana, em Kentucky, nos Estados Unidos, e o oficial de polícia Rick Grimes (Andrew Lincoln) descobre que os mortos-vivos estão se propagando progressivamente. Ele decide unir-se aos homens e mulheres sobreviventes para que tenham mais força para combater o fenômeno que os atinge. O grupo percorre diferentes lugares em busca de soluções para o problema.
Concluímos que  filmes de zumbis, vampiros e  novas sociedades ( como as séries Divergente, Maze Runner  ou Jogos Vorazes)  fazem sucesso porque dão sentido a este mundo contraditório que por um lado avança  em tecnologia,  mas, simultaneamente,  desfaz ou quebra as  relações humanas apesar da constante conexão virtual. Neste contexto, a solidão profunda alia-se a deterioração ecológica num mundo onde a degradação humana e ética evidenciam-se.
Objetivos alcançados: alunos refletindo sobre a vida e interessados.
link:
https://www.youtube.com/watch?v=G_pgndlBfRc


domingo, 17 de maio de 2015

Tarja Branca

Pânico, Depressão, Melancolia, Ansiedade, Bulimia e tantos outros monstros nos rodeiam mais e mais a cada dia dentro das escolas. O mundo está doente de escassez de tempo. Como bem retrata o filme Tarja Branca, está faltando O BRINCAR em nossas vidas.
As crianças tornaram-se mini executivos. Os pais são cobrados pelos outros pais: Como assim? Ainda não faz inglês, nem tem aulas de tecnologia? Tem que praticar  esportes! E as escolas também são cobradas: só isso de lição de casa? A escola não é boa! Há páginas em branco na apostila!
Cada vez mais vejo alunos chegando às 7 da manhã na escola e saindo às 19. Tempos modernos onde ficar na escola parece ser a melhor solução. E, neste ritmo alucinado, cada vez mais vemos crianças estressadas, depressivas com transtornos claros  causados por exaustão.
Já que o período integral é um mal necessário, que possamos, pelo menos, reproduzir os momentos de descanso que usufruiriam em casa: televisão, liberdade, flexibilidade de horários e brincadeiras livres. A hora da brincadeira dirigida poderia ser deixada para o período de aulas. Como é mencionado no filme TARJA BRANCA   - a revolução que faltava “Ocupar a criança o tempo inteiro é um massacre.”
Tornamos nossa própria vida massacrante. Como professora, percebi que temo ver os alunos desocupados e estou sempre preenchendo o tempo deles e o meu com atividades. Esquecemo-nos que o ócio também é criativo! O cérebro precisa de tempo para administrar o conhecimento e devolvê-lo criativamente.
Frente a tudo isso, achei melhor voltar à minha infância. Não que eu deteste tecnologia. Ao contrário, uso muito os vários recursos em minhas aulas, porém paralelamente, tenho desenvolvido outras atividades. Por exemplo, para reforçar o alfabeto em inglês ensinei meus alunos a pular corda. Não pense que foi fácil. Eles nunca haviam pulado corda na vida e já estavam com oito anos.  Gradativamente, fui ensinando a pular e a rodar a corda enquanto falávamos o alfabeto em inglês. A coordenação foi melhorando tanto para rodar e pular como trabalhar em equipe. Ao invés de contar, falávamos o alfabeto. Chegar à letra Z foi a coroação do nosso trabalho semestral. Para mim, foi contagiante ouvir os alunos chegando à escola e perguntando se íamos pular corda.
Somos uma sociedade faminta de tempo de livre. Ouso dizer que tememos o tempo livre. Sugiro que comece devagar. Dê a si mesmo o direito a ficar alguns minutos sem nada para fazer. Lembre-se que Isaac Newton estava à sombra de uma árvore quando começou a elaborar a teoria da gravidade.

Link para o filme: http://www.videocamp.com/video/tarja-branca/ 

terça-feira, 21 de abril de 2015

Mandalas em sala de aula

Em Sânscrito,  Mandala significa círculo ,mas também possui outros significados, como círculo mágico ou concentração de energia, e universalmente é o símbolo da integração e da harmonia.
É justamente esse lado da harmonia e do desenvolvimento de concentração que me interessou como educadora. Comecei usando as mandalas para ensinar cores e desenvolver a coordenação motora; entretanto, descobri que os alunos ficam mais calmos  e a sala em harmonia.
A arte da mandala, bem como o lúdico, parecem ter um poder extraordinário de focar de forma intensa e rápida a atenção dos alunos. Este fato atribui-se ao mesencéfalo, pois quando exposto a situações prazerosas, ele produz dopamina que aciona o mecanismo de recompensa e proporciona bem-estar, alegria, energia e vontade de continuar.  Portanto, não há nada de místico ou de crendice primitiva nos efeitos causados pela observação e pintura de mandalas.  De fato, nota-se que até a irritabilidade causada pela falta de treino em manter a concentração por um longo período é diminuída.

Experimente e compartilhe suas experiências. Observe as cores usadas pelas crianças porque esta escolha revela muito sobre o estado emocional das crianças.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Tecnologia e motricidade

Alguns visionários previram que o homem do futuro terá os polegares mais desenvolvidos em virtude dos jogos eletrônicos e das digitações em celulares. Atualmente, como educadora, já verifico um déficit na coordenação motora das nossas crianças.
Mário Sérgio Cortella afirma em seu livro   Educação, Escola e Docência:   “quer ver um sinal de outra doença coletiva moderna? No domingo, famílias inteiras saem juntas de casa para comer comida caseira! A casa ficou distante de casa…”
Aliando as duas ideias, compreendi o porquê desse déficit apresentado. Em um tempo não muito distante, as mães e avós costumavam cozinhar junto com as crianças. As crianças desenvolviam a coordenação motora em casa, ou melhor, na cozinha enquanto misturavam os ingredientes para um bolo, uma pizza ou um pão com as próprias mãos. Na minha infância, em casa, brincávamos de fazer empadinhas e bolachinhas. Era uma grande diversão! Infelizmente – embora eu adore brigadeiro de colher –  até os brigadeiros deixaram de ser enrolados um a um em tamanhos aproximadamente semelhantes. E amassar os ingredientes para fazer uma boa massa de pão e depois dividir em partes iguais e deixar crescer? Sem micro-ondas, aproveitávamos o aroma que ia crescendo lentamente do bolo que crescia no forno e invadia a cozinha e a casa.
Todos estes exemplos, constituíam uma forma de compartilhar momentos juntos em família, conversar, rir, fazer uma bagunça saudável, aprender matemática, desenvolver a coordenação motora e ainda de quebra saborear o gostinho de uma receita caseira passada de mãe para filha. Ah, aquele cheirinho de torta na janela para esfriar, ícone dos desenhos americanos, existia nos bolinhos de chuva preparados para o café das cinco.
Estamos na era da falta de paciência e de tempo. Na verdade, era do Fast. Tudo tem que ser rápido e prontamente entregue. Sem frustrações. Sem espera. Não há tempo a perder, porém estamos perdendo muito tempo de viver!
Este texto não é uma mensagem saudosista, nem uma acusação contra a tecnologia, mas um apelo: não furte da sua família o prazer da convivência em família,  do construir algo juntos,  do curtir e compartilhar ao vivo e em cores.  O grande vilão não é  a tecnologia. Além da melhora nas relações familiares, as professoras agradecem o desenvolvimento motor desenvolvido naturalmente.


polegares

domingo, 29 de março de 2015

História em quadrinhos e a inteligência emocional

No livro A Inteligência Emocional de Goleman, o autor  enfatiza a importância de ensinar nosso filhos e alunos sobre como perceber, controlar e identificar as emoções. Nessa linha, desenvolvo um trabalho com Histórias em Quadrinhos.
Distribuo diversos gibis, vou mencionando sentimentos e peço que eles encontrem a representação desses sentimentos nas revistas. Faço o mesmo com sensação de fome, sede e dor. Assim, vou deixando claro a diferença entre sensações e sentimentos.
Em duplas, eles montam um cartaz com as figuras e o nome dos sentimentos e sensações.
Trabalho também em uma discussão com todos:
  • Sentimentos positivos, negativos, neutros ou ambos;
  • em que momentos eles sentem tais sentimentos;
  • como reagem;
  • como superá-los;
  • como ajudar um amigo.
Ao longo do ano, vou relembrando cada sentimentos através dos cartazes, usando filmes ou explorando situações do livro de leitura ou de filmes.

domingo, 22 de março de 2015

Como superar o encurtamento do tempo

Postergar parece ser o verbo dos brasileiros. Você também tem a postergação como hábito ou pior, como característica de personalidade? Como advogada, aprendi que prazos são inegociáveis. Mas, como cumpri-los?
Pessoalmente, estabeleço sempre um prazo para mim  anterior ao oficial e disciplinadamente atenho-me a ele. Por exemplo, quando fazia um dos meus cursos de Pós graduação, nós tínhamos até o dia 30 de cada mês para entregar os trabalhos individuais. Todavia, eu estabeleci que seria sempre entre os dias 20 e 25, pois desta forma eu tinha uma margem temporal para eventuais problemas.
Christian Barbosa sugere, em seus livros e palestras, a divisão em tarefas menores com prazos estipulados para cada uma. Em uma palestra, ele sugeriu que se a tarefa é montar uma maquete, deve-se:
  • prazo para a pesquisa e planejamento;
  • prazo para compra do material necessário;
  • data de início e fim da montagem.
O que achei mais interessante nessa palestra, foi a colocação  sobre a necessidade de ensinar este processo na escola. Segundo Christian Barbosa, no dia em que o professor estabelecer a data de entrega do trabalho, deve também, fazer um brainstorming com os alunos estabelecendo quais serão as etapas do trabalho e determinando os prazos para cada uma delas.
Cada fase deve ser anotada na lousa conforme a sugestão dos próprios alunos. Isto feito, os alunos anotam em suas agendas ato por ato a ser desenvolvido até chegar ao produto final.
A cada tick de cumprido em uma das tarefas, o cérebro vai liberando endorfinas aliviando o stress. Podemos aprender a organizar nosso tempo e  abandonar o hábito da procrastinação. Em contrapartida, algumas pessoas habituam-se  a só trabalhar sob pressão do tempo e por isso estão sempre trabalhando para resolver emergências. Este ciclo além de estressante também gera frustração e desorganização. Adorei a imagem que o palestrante usou comparando esta situação à imagem de um hamster rodando naquela bola que há nas gaiolas: cansa, mas não evolui.hamster
Ajude seus alunos! Ajude a si mesmo.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

A diferença no seu CV

O santista  Fernando Torquato – profissional a serviço da beleza- afirmou em entrevista para a Revista AT( fevereiro 2015) que: “Hoje em dia todos nós temos acesso à informação. Mas, quando comecei, era preciso juntar dinheiro para comprar uma Vogue americana. Vogue Itália, então era caríssima, mas foi uma escolha que eu fazia direto. Porque com aquela Vogue Itália eu tinha algo que quase ninguém tinha.” Nesta linha de raciocínio, segundo Sylvia Constant Vergara, no curso de Gestão de Pessoas, afirma que “em uma época em que o conhecimento é que faz a diferença, pessoas são de vital importância. Nesse caso, é preciso atrair aquelas que tenham potencial para atualizar suas competências continuamente – dado que o processo é dinâmico- e que, de fato, possam contribuir para o sucesso da empresa.”  ( Gestão de Pessoas, p.123)
Portanto, observe que o mercado busca pessoas que se atualizam e estejam sempre em contínuo crescimento profissional e acadêmico.

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