domingo, 22 de março de 2015

Como superar o encurtamento do tempo

Postergar parece ser o verbo dos brasileiros. Você também tem a postergação como hábito ou pior, como característica de personalidade? Como advogada, aprendi que prazos são inegociáveis. Mas, como cumpri-los?
Pessoalmente, estabeleço sempre um prazo para mim  anterior ao oficial e disciplinadamente atenho-me a ele. Por exemplo, quando fazia um dos meus cursos de Pós graduação, nós tínhamos até o dia 30 de cada mês para entregar os trabalhos individuais. Todavia, eu estabeleci que seria sempre entre os dias 20 e 25, pois desta forma eu tinha uma margem temporal para eventuais problemas.
Christian Barbosa sugere, em seus livros e palestras, a divisão em tarefas menores com prazos estipulados para cada uma. Em uma palestra, ele sugeriu que se a tarefa é montar uma maquete, deve-se:
  • prazo para a pesquisa e planejamento;
  • prazo para compra do material necessário;
  • data de início e fim da montagem.
O que achei mais interessante nessa palestra, foi a colocação  sobre a necessidade de ensinar este processo na escola. Segundo Christian Barbosa, no dia em que o professor estabelecer a data de entrega do trabalho, deve também, fazer um brainstorming com os alunos estabelecendo quais serão as etapas do trabalho e determinando os prazos para cada uma delas.
Cada fase deve ser anotada na lousa conforme a sugestão dos próprios alunos. Isto feito, os alunos anotam em suas agendas ato por ato a ser desenvolvido até chegar ao produto final.
A cada tick de cumprido em uma das tarefas, o cérebro vai liberando endorfinas aliviando o stress. Podemos aprender a organizar nosso tempo e  abandonar o hábito da procrastinação. Em contrapartida, algumas pessoas habituam-se  a só trabalhar sob pressão do tempo e por isso estão sempre trabalhando para resolver emergências. Este ciclo além de estressante também gera frustração e desorganização. Adorei a imagem que o palestrante usou comparando esta situação à imagem de um hamster rodando naquela bola que há nas gaiolas: cansa, mas não evolui.hamster
Ajude seus alunos! Ajude a si mesmo.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

A diferença no seu CV

O santista  Fernando Torquato – profissional a serviço da beleza- afirmou em entrevista para a Revista AT( fevereiro 2015) que: “Hoje em dia todos nós temos acesso à informação. Mas, quando comecei, era preciso juntar dinheiro para comprar uma Vogue americana. Vogue Itália, então era caríssima, mas foi uma escolha que eu fazia direto. Porque com aquela Vogue Itália eu tinha algo que quase ninguém tinha.” Nesta linha de raciocínio, segundo Sylvia Constant Vergara, no curso de Gestão de Pessoas, afirma que “em uma época em que o conhecimento é que faz a diferença, pessoas são de vital importância. Nesse caso, é preciso atrair aquelas que tenham potencial para atualizar suas competências continuamente – dado que o processo é dinâmico- e que, de fato, possam contribuir para o sucesso da empresa.”  ( Gestão de Pessoas, p.123)
Portanto, observe que o mercado busca pessoas que se atualizam e estejam sempre em contínuo crescimento profissional e acadêmico.

Faça a diferença em sua vida profissional. Só você pode! Há inúmeros cursos online, livros, fóruns, congressos e workshops. Procure. Informe-se!

sábado, 24 de janeiro de 2015

Curso de extensão

Você já teve a oportunidade de ver Sex and the city ou alguma série que descreva as aventuras e desventuras de um grupo de amigas? Pois é. Eu vivi essa aventura. E posso assegura-lhe que é inesquecível.
Descobri um curso que parecia ser o que eu precisava para alavancar o meu currículo. Então, disparei diversos e-mails convidando amigos e amigas para enfrentar comigo esta empreitada; entretanto, muitos são chamados mas poucos são escolhidos!” E, lá fomos nós, em quatro mulheres investir do próprio bolso num curso carésimo. Fiz várias contas, pois comprar um par de sapatos sairia bem mais barato e ainda contribuiria com o visual. Viajar nas férias, seria perfeito. Contudo como educadora, acreditei que estudar seria o melhor caminho. Pensamos, discutimos, combinamos e lá fomos fazer o curso. Cada uma com uma expectativa, um motivo e um emprego diferente.
O primeiro tema: Motivação. Poderíamos ter passado direto por ele, pois isso não nos faltava: caneta marco-texto, caderno, grupo no what´s, e muita animação. O livro chega às nossas mãos e o friozinho na barriga se instala.: - Ai meu Deus! O que eu fui inventar?!? E o pior ..eu ainda arrastei mais três comigo! Que povo louco!! Entrar nessa furada comigo!!!Onde elas estavam com a cabeça?
Bem, foi um tal de ler,sublinhar, perguntar, assistir, correr para a aula, escolher entre uma festa ou a aula, esquecer o código de acesso, perder-se dentro de um site e temer nunca mais voltar ao mundo real, escrever, re-escrever, apagar, jogar fora, gritar por socorro no what´s, no e-mail, no fórum, por telefone...e ainda era só o primeiro módulo: Motivação! A cada comentário benevolente do professor, um respiro de alívio. Ufa! Primeira avaliação e trabalhos entregues!!! Não acabou...próximo tema: Comunicação e depois Trabalho em equipe! A jornada é longa. Em meio a tudo isso, estão as sessões de auto-análise em busca do auto-conhecimento. Olhar para si mesmo, buscar os mecanismos de defesa, os ruídos na comunicação e melhorar! Definitivamente, uma experiência transmutadora. Sem exageros, crescemos profissionalmente e emocionalmente também. Por isso, este texto tem vários títulos possíveis:

O que um curso de extensão pode fazer por você?
Nasce uma nova mulher.

Ou numa versão mais modernosa:

As mil faces de uma nova mulher provocada pela FGV

Teria sido mais fácil e barato comprar uma bolsa ou sentar num barzinho para conversar. Todavia, não seria tão gratificante, duradouro e proveitoso! A cada minuto, percebemos mudanças em nossos comportamentos e maneiras de encarar o mundo profissional e pessoal que nos cerca.
Próximo módulo: Nos aguarde! Ainda temos muitas madrugadas pela frente!


terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Controlando o inconsciente e aprendendo idiomas

Costumo dizer aos meus alunos que é necessário estudar 10 minutos todos os dias nas mais variadas formas de fazê-lo: ouvir músicas conscientemente, ver filmes, comerciais, ler, escrever, rever lições, vocabulário ou gramática. O mesmo conselho ofereço para meus filhos que estudam música, pois estes dez minutos ao dia, podem operar milagres. Uma vez vencida a preguiça, o ritmo de estudo é estabelecido e acaba ultrapassando os simples dez minutos diários.

Qualquer profissional de elite, seja jogador de futebol ou bailarina depende de anos de treino e dedicação para atingir o topo da carreira. Segundo a pesquisa do psicólogo Anders Ericsson da Universidade da Flórida, os alunos de uma das melhores escolas de música de Berlim, iniciavam os estudos de violino aos cinco anos no mesmo ritmo. Porém, aos oito as horas de ensaio variavam. Ao chegar aos 20 anos, os melhores violonistas haviam somado 10 mil horas de estudo contra 8 mil ou 4 mil horas dos demais.

Segundo um artigo da Revista Super Interessante de fevereiro de 2013, a prática fica gravada na memória não declarativa que faz parte do inconsciente. Esta parte da memória é a responsável por permitir que o violonista consiga tocar sem se preocupar em ler a partitura, equilibrar o instrumento, posicionar os ombros, mover o arco, respirar e tocar com emoção, embora de maneira natural e relaxada.

Na mesma linha, ocorre o aprendizado de um segundo idioma. A chave para aprender uma nova habilidade é dedicação, pois através do treino o inconsciente registra ações, sons e movimentos. Se dependêssemos apenas do consciente, ele não daria conta de analisar as situações, fazer a escolha do vocabulário e estrutura adequados para comunicar a mensagem.  Na mesma linha de pensamento, o neurologista Ran Hassin afirma que “o inconsciente é mais maleável que o consciente e para influenciá-lo  é necessário praticar até que se torne uma segunda natureza, ou seja que seja um processo automático.”
Por isso, a imersão que as escolas bilíngues propõem é eficiente no sentido de automatizar a utilização da segunda língua. Porém, isso não quer dizer que a dedicação ao estudo seja desnecessária por parte dos alunos. Lembrem-se dos alunos de violino, quanto maior a quantidade de horas de prática, melhor a performance.

Resumindo, não há milagres, há dedicação e recompensa!

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Leitura em voz alta

Dia 12 de outubro é também o dia nacional da leitura. Por isso, nesse dia é bom salientar que além de cantar e falar com seu filho, também é importante ler em voz alta. Segundo a Academia Americana de Pediatria (UCLA), ler em voz alta para os bebês desde o nascimento pode enriquecer a linguagem , o raciocínio e o rendimento geral do sistema nervoso central. Especialistas em Bilinguismo, defendem que, ainda durante a gestação, o bebê já recebe os estímulos de som emitidos pela mãe, por isso recomendamos ler em voz alta em outra língua desde a gestação de modo a beneficiar e desenvolver a habilidade para outras línguas.
Alguns exames de ultrassom, mostram as reações do bebê quando ele ouve a voz da mãe e do pai. Também, estudos demonstram uma diferença na reação do bebê quando ele ouve uma língua diferente a que está familiarizado. Ler é sempre bom e saudável!

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Viajar com a Lista

- Como foi a viagem?
- Andei tanto!
- Você viu a Estátua da Liberdade?
- Só de longe, não constava da lista.
- Que pena! Foi ao Central Park?
- Também não tava na lista.
- Foi ao Museu de História Natural?
- Ah, esse sim. Comprei o presente do meu sobrinho neto lá.
- Viu alguma peça na Broadway?
- Claro, precisa comprar uma camiseta autografada.
- Ah! Foi ao Empire State Building?
- Não tava na lista...mas comprei uma estatueta.
- Sei....Visitou o Rockfeller Center?
- Ah, claro, mas depois de percorrer toda a Fifth Avenue para concluir a Lista. Estava exausta. Nem vi direito.
- Mas, afinal o que você fez em Nova York?
- Na verdade, segui a lista.
- Que lista?
- De compras. Quando souberem que eu ia a Nova York, todos me pediram alguma coisinha. Levei 10 dias correndo atrás de cumprir a lista.
- Ah, achou tudo?
- Sim, esse foi o problema.
- Como assim?
- Depois de passar dez dias comprando tudo que me encomendaram, voltei sem ver nada além da lista e das lojas, paguei excesso de bagagem e fui parada na alfândega onde paguei as taxas também.
-Nossa! Jura?
- Já conseguiu entregar tudo?
- Na verdade, ninguém quis ficar com nada que foi encomendado porque disseram que ficou muito caro.
- ?????? Meu Deus!!!! E agora?
- Estou fazendo uma garage sale para recuperar o que gastei e tentar voltar para Nova York sozinha! Sem lista, Que tal um creminho da Victoria Secrets? Ou uma bolsa Michael Kors?


sábado, 27 de setembro de 2014

Combatendo o envelhecimento

Segundo pesquisa da Universidade de Edimburgo na Escócia, o domínio de uma língua adicional atrasa declínio mental durante a velhice. Os estudos demonstram que as pessoas com Alzheimer, fluentes em duas línguas, apresentam sintomas da doença até sete anos mais tarde que as pessoas monolíngues. Além disso, as pessoas que são bilíngues apresentaram melhor desempenho em alguns testes cognitivos também.
A Dra. Ellen  Bialystok demonstrou em estudo apresentado no Congresso Internacional em São Paulo no mês de setembro, que o cérebro de bilíngues tem o sistema executivo mais desenvolvido. Este fato ocorre porque, se o indivíduo sabe duas línguas e as exercita regularmente, cada vez que ele fala, ambas as linguagens aparecem e o sistema executivo escolhe o que é relevante no momento. Também foi comprovado neste estudo, que bilíngues se saem melhor em multitarefas, pois, para tal, há a ação direta do controle executivo cerebral muito exercitado na escolha de línguas.
O constante gerenciamento dos sistemas linguisticos diferentes provoca uma reorganização e um fortalecimento para outras ações, por este motivo,as pessoas bilingues tornam-se mais rápidas pois estão sempre navegando entre duas línguas. Outro fator importante é que este exercício constante dos bilíngues provoca o desenvolvimento de uma memória melhor.IMG_0875